O domingo, tal como o vivem muitos cristãos, ainda terá alma? Ou é apenas um dia sem trabalho e vazio de sentido?
No ano de 304, alguns cristãos da Abitínia, actual perseguidores quando se encontravam na celebração da
Eucaristia.
Foram levados a tribunal e o juiz perguntou-lhes:
- Por que vos reunis paracelebrações religiosas, sabendo que isso é proibido?
- Senhor juiz, nós não podemos viver sem o domingo, sem o dia do Senhor.
A criação
Para estes cristãos do norte de África, o domingo tinha alma, tinha sentido.
O domingo celebra o primeiro dia da semana no qual Deus Criador disse: «Faça-se a luz». Por isso, é o dia em que nos alegramos e louvamos e Deus por este mundo grande e belo.
Num tempo em que se fala tanto de ecologia, os cristãos empenham-se para que o mundo se torne numa casa cada vez mais habitável para todos.
A Páscoa
O domingo celebra de modo especial o primeiro dia de semana quando Jesus ressuscitou. Os Evangelhos dão testemunho que foi na manhã desse novo dia depois de sábado que começou uma nova criação: a luz de Cristo passou a iluminar a terra inteira.
Na Eucaristia, celebramos Cristo ressuscitado, presente na assembleia reunida em seu nome, na Palavra que é proclamada e, de modo especial, no Pão da Eucaristia. A partir desta celebração, o momento mais importante do domingo, partem para a vida com um novo dinamismo e uma alegria contagiante.
Vêm depois os dias da semana, que vamos contando a partir deste dia do Senhor ressuscitado. Não damos aos dias da semana nomes de deuses pagãos, como fazem as nações europeias, mas contamo-los
a partir do dia do Senhor.
Dar alma ao domingo é um desafio feito aos cristãos, num ambiente adverso onde as pessoas fizeram dele apenas um tempo livre.
Como os cristãos da Abitínia, dizemos: «Não podemos viver sem o domingo». Sem a Eucaristia. É o dia que ilumina toda a semana com uma nova luz.
