segunda-feira, 29 de junho de 2015
domingo, 17 de agosto de 2014
sábado, 16 de agosto de 2014
15 de Agosto
Ontem, foi mais um dia dedicado a Nossa Senhora.
É bom ter presente que há milhões de filhos Seus que morrem de fome.
1200 crianças perdem a vida a cada hora que passa.
Não seria Nossa Senhora mais honrada se os milhares de contos que são gastos nas festas fossem encaminhados para matar a fome aos Seus filhos?
Como podemos honrar a Mãe sendo indiferentes à sorte de tantos dos Seus filhos?
Milhares de pessoas estiveram, durante a tarde, a olhar para a imagem de Maria no Seu esplendoroso andor.
Parafraseando o saudoso Padre Abel Varzim, atrever-me-ia a sugerir que procurássemos Maria nos Hospitais, nas Prisões, nas Ruas, nas Camas ou em tantas Casas onde (sobre)vivem idosos abandonados.
Não digo que Maria não possa ser encontrada numa procissão, sobretudo se for feita com fé e unção. Mas alguém negará que Ela está sobretudo na dor dos Seus filhos?
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
AMO-TE IGREJA!

Creio que não posso escrever neste livro sobre as coisas que amo, sem falar também na nossa Igreja, sobre a minha querida Igreja. Compreendo que, ao fazê-lo, não estou muito na moda, porque hoje o habitual é falar dela, pelo menos, com desinteresse (e tantas vezes com ferocidade!), inclusive os crentes. Dizem que o sinal dos tempos é gritar: “Cristo, sim; Igreja, não”. Isso me parece tão sem sentido como dizer “quero a alma de minha mãe, mas a minha mãe, não”. Tenho pena de não entender aqueles que a insultam ou desprezam “em nome do Evangelho”, ou os que parecem sentir-se envergonhados da sua história e pensam que só agora ou no futuro vamos construir a “verdadeira e fiel Igreja”. Não sei; penso que, talvez quando já esteja no céu, hei-de sentir compaixão por isso tudo em que cá em baixo transformámos a Igreja; mas enquanto estiver na terra já tenho bastante trabalho em amá-la para ter ainda tempo de ficar a olhar os seus defeitos.
Vou ver se explico um pouco as razões pelas quais quero bem à Igreja. Para ser um pouco sistemático, vou reduzi-las a cinco fundamentais.
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Como poderia eu não amar aquilo
porque Jesus morreu?
A primeira é que ela saiu do lado de Cristo. Como poderia eu não amar aquilo porque Jesus morreu? Como poderia eu amar a Cristo sem amar, ao mesmo tempo, aquelas coisas pelas quais Ele deu a Sua vida? A Igreja - boa, má, medíocre, santa ou pecadora, tudo isso junto - foi e continua a ser a esposa de Cristo. Posso amar o esposo e desprezá-la a ela? Mas - dir-me-á alguém - como podes amar alguém que tantas vezes atraiçoou o Evangelho, alguém que tem tão pouco a ver com o que Cristo sonhou que fosse? Não sentes pelo menos “nostalgia” da Igreja primitiva? Sim, claro que sinto nostalgia daqueles tempos em que - como dizia Santo Irineu - “o sangue de Cristo estava ainda quente” e em que a fé era ardente e viva na alma dos crentes. Mas que é que justificaria que eu sentisse saudade da minha mãe jovem e sentisse menos amor por minha mãe velhinha? Poderia eu desprezar os seus pés cansados e o seu coração fatigado?
Ouço por vezes em alguns púlpitos e em algumas tribunas jornalísticas vozes demagógicas que nem têm o mérito de ser novas. As que falam, por exemplo, de que a Igreja é agora uma esposa prostituída. Recordo aquele disparatado texto que Saint -Cyran enviou a São Vicente de Paulo e que é - como certas críticas de hoje - um monumento de orgulho: - “Sim, eu reconheço que Deus me concedeu grandes luzes. Fez-me compreender que já não há Igreja. Deus fez-me compreender que há cinco ou seis séculos que não existe Igreja. Antes, a Igreja era um grande rio de águas transparentes; mas agora o que nos parece ser a Igreja é apenas lodo. A Igreja era a sua esposa. Actualmente é uma adúltera e uma prostituta. Por isso a repudiei e a quero substituir por outra que seja fiel”.
Fico, é claro, como São Vicente de Paulo, que, em vez de se pôr a sonhar passadas ou futuras utopias, se entregou à construção da sua santidade, e com ela, da Igreja.
Um rio de lama tem de ser limpo, e não apenas condenado. Sobretudo quando ninguém pode apresentar esse suposto libelo de repúdio que Cristo teria entregue à sua Igreja.
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A Igreja e só ela me deu Cristo
A segunda razão por que amo a Igreja é porque ela e só ela me deu Cristo e tudo quanto eu sei dele. Através dessa imensa cadeia de crentes medíocres chegou -me a memória de Cristo e do Evangelho. Sim, por vezes foi maculado ao ser transmitido: mas tudo o que sabemos dele nos chegou através dela. Ela não é Cristo, bem sei. Ele é o absoluto, o fim; ela, apenas o meio. Inclusive, é certo que quando eu digo “creio na Igreja” o que estou a dizer é que creio em Cristo, que continua a estar nela; quando bebo um copo de vinho o que de facto bebo é o vinho e não o copo. Mas como poderia beber o vinho se não tivesse o copo? O cano não é a água que passa por ele, mas como o cano é importante! A Igreja e só ela me deu Cristo
O centro final do meu amor é Cristo, ela “é a câmara do tesouro, onde os apóstolos depositaram a verdade, que é Cristo”, como dizia Santo Irineu. Ela é “a sala onde o pai de família celebras as bodas do filho”, como escrevia São Cipriano. Ela é verdadeiramente - agora é o rio de Santo Agostinho que transborda “- a casa de oração adornada de visíveis edifícios, o templo onde habita a tua glória, a sede insubstituível da verdade, o santuário da eterna claridade, a arca que nos salva do dilúvio e nos conduz ao porto da salvação, a querida e única esposa que Cristo conquistou com o seu sangue e em cujo seio renascemos para a tua glória, com cujo leite nos amamentámos, cujo pão da vida nos fortalece, a fonte da vida com que nos sustentamos”.
Como poderia não amar eu quem me transmite todos os legados de Cristo: a eucaristia, sua palavra, a comunidade dos seus irmãos, a luz da esperança? A sua história, porém, é triste, está cheia de sangue derramado, de intolerância, de legalismo, de casamentos com os poderes deste mundo, de hierarcas medíocres e vendidos… Sim, é verdade. Mas também está cheia de santos.
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Pesam muito mais os sacramentos
do que as cruzadas,
os santos
do que os Estados Pontifícios,
a Graça
do que o Direito Canónico.
E esta é a terceira razão do meu amor. Quando subo num comboio lembro-me sempre de que a história dos caminhos de ferro está cheia de acidentes. Mas nem por isso deixo de usá-los para me deslocar. “A Igreja — dizia Bernanos” — é como uma companhia de transportes que, há dois mil anos, transporta os homens da terra para o céu. Em dois mil anos teve muitos descarrilamentos, e uma infinidade de horas de atraso. Mas graças aos seus santos a empresa nunca faliu”. É verdade, os santos são a Igreja, são o que não nos deixa perder a confiança nela. Eu sei muito bem que a história não foi um idílio. Mas, no fim de contas, na hora de avaliar a Igreja, pesam muito mais os sacramentos do que as cruzadas, os santos do que os Estados Pontifícios, a Graça do que o Direito Canónico.
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Como temos os olhos doentes,
só vemos as zonas doentes da Igreja
só vemos as zonas doentes da Igreja
Quero eu dizer com isto que amo a Igreja invisível e não a visível? De modo nenhum. Penso que Bernanos tinha razão ao escrever que “a Igreja visível é o que nós podemos ver da invisível.” Como temos os olhos doentes, só vemos as zonas doentes da Igreja. Não é mais cómodo? Se víssemos os santos, teríamos obrigação de ser como eles. È mais fácil “tranquilizar-nos” a olhar apenas as suas zonas obscuras, que ao mesmo tempo nos dá o prazer de as criticar e a tranquilidade de saber que todos são tão medíocres como nós.
Se não fôssemos tão humanos, veríamos mais os elementos divinos da Igreja, que só não vemos porque não somos dignos de os ver.
Atrevo-me a dizer um pouco mais: eu amo com maior intensidade a Igreja precisamente porque é imperfeita. Não que goste das suas imperfeições, mas porque penso que sem elas já há muito teria sido expulso dela. No final de contas, a Igreja é medíocre por estar formada de pessoas como nós, como tu e como eu. É isto que, definitivamente, nos permite continuar dentro dela.
E o que Bernanos dizia com fina ironia:
“Oh, se o mundo fosse a obra-prima de um arquitecto obcecado com a simetria ou de um professor de lógica, de um Deus deísta, a santidade seria o primeiro privilégio dos que mandam; cada grau da hierarquia corresponderia a um grau superior de santidade, até chegar ao mais santo de todos, o Santo Padre, é claro. Gostariam, porém, de uma Igreja assim? Sentir-se-iam bem dentro dela? Deixem-me rir. Em vez de se sentir bem, ficariam nessa congregação de super-homens a rodar o barrete entre as mãos, como um mendigo à porta do hotel Ritz. Felizmente, a Igreja é uma casa de família onde existe a desordem que há em todas as casas familiares, com cadeiras sem um pé, mesas manchadas de tinta, e onde os frascos de doces se esvaziam misteriosamente nas prateleiras, que todos conhecemos muito bem, por experiência própria”.
Felizmente na Igreja imperam as divinas extravagâncias do Espírito, que sopra onde quer. Graças a isso nós podemos agradecer a Deus todas as noites que não nos expulsaram da casa da qual todos somos indignos. Temos, é claro, de lutar por melhorá-la. Mas sem esquecer que sempre foi medíocre, sempre será medíocre, como nas casas há sempre poeira por mais cuidadosa que seja a sua dona.
Não se sabe por onde, mas o pó está sempre a entrar. E nós limpamos o pó em vez de estarmos a perguntar por onde é que ele entrou.
Rigorosamente falando, todas essas críticas que projectamos contra a Igreja deveríamos lançá-las contra nós mesmos. Vou dizê-lo em latim, com as palavras preciosas de Santo Ambrósio: “Non in se, sed in nobis vulneratur Ecciesia. Caveamus igitur, ne lapsus noster vultus Eclesiae fiat” ( a ferida da Igreja não está nela, está em nós mesmos. Tenhamos por isso cuidado, não aconteça que as nossas faltas se transformem na ferida da Igreja).
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A Igreja é a minha mãe
A quinta mais cordial das minhas razões é que a Igreja é – literalmente – minha mãe. Gerou-me e continua a amamentar-me. Gostaria de ser como Santo Atanásio, que se “agarra Igreja como uma árvore se agarra ao chão”. E poder dizer, como Orígenes, que “a Igreja arrebatou-me o coração. Ela é a minha pátria espiritual, a minha mãe e os meus irmãos”. Como envergonhar-me então das suas rugas quando sei que foram nascendo de tanto trabalho de nos dar à luz?
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Espero, por todas essas razões, encontrar-me sempre nela como num lar aconchegado. Desejo - com a graça de Deus - morrer nela, como sonhava e conseguiu Santa Teresa. Será o meu maior orgulho na hora final.
Espero, por todas essas razões, encontrar-me sempre nela como num lar aconchegado. Desejo - com a graça de Deus - morrer nela, como sonhava e conseguiu Santa Teresa. Será o meu maior orgulho na hora final.
Nesse dia gostarei de repetir um pequeno poema que escrevi há muitos anos, ainda seminarista. É um mau poema, mas conservo-o tal qual, porque creio que exprimia e exprime o que vai no meu coração:
Amo a Igreja, estou com as suas torpezas,
com as suas ternas e formosas colecções de loucos,
com a sua túnica cheia de manchas e pecados.
Amo os seus santos e os seus parvos,
com a sua túnica cheia de manchas e pecados.
Amo os seus santos e os seus parvos,
amo a Igreja, quero estar com ela.
Ó mãe de mãos sujas e vestidos gastos,
cansada de nos amamentar,
cheia de rugas por dar à luz sem descanso.
Não temas nunca, mãe querida, que os teus olhos de velha
nos levem a outros portos.
nos levem a outros portos.
Não foi a beleza que nos fez teus filhos.
Foi o teu sangue derramado.
Cada ruga da tua fronte nos apaixona
e o brilho cansado dos teus olhos atrai-nos para ti.
Hoje, cansados, sujos e com fome,
Hoje, cansados, sujos e com fome,
não esperamos palácios nem banquetes,
mas a tua casa, mãe, com uma pedra para nos sentarmos.
In Razões para o amor
quinta-feira, 31 de julho de 2014
ERRARE HUMANUM EST

Ouve-se a cada passo esta afirmação: "Não me arrependo de nada que fiz. Se voltasse atrás, voltava a fazer tudo na mesma."
Ainda ontem vi na TV uma entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho. O jornalista perguntou-lhe a determinada altura se estava arrependido de alguma coisa que tivesse feito na sua vida. A resposta foi que não.
A mim custa-me a admitir que uma pessoa não reconheça que nalguma parte da sua vida não tenha feito algo de errado ou algo de que não tenha que se arrepender.
Mas há egos maiores do que o Himalaias! Ou consciências tão petrificadas que perderam qualquer sensibilidade ao remorso.
Não é mal nenhum nem causa qualquer obstipação à personalidade reconhecer que houve ocasiões no passado em que não se esteve bem, coisas que não gostaríamos de ter feito, dito, sentido ou pensado. Afinal errare humanum est. Como é humano ter a humildade e a dignidade de reconhecer os erros. É salutar.
Pessoalmente não me causa qualquer dano psíquico reconhecer que há coisas que estiveram menos bem no passado e que se voltasse atrás tudo faria para estar melhor.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Vamos tentar
10 regras de ouro que ajudarão seus filhos a respeitar a autoridade
Impor limites pede criatividade. Não existem receitas, cada famíliatem a própria cultura e as próprias necessidades. O que funciona para um, não funciona para o outro, mas podemos partir de alguns elementos gerais:
1. Lembre-se que os limites e as regras são para os filhos e não para os pais. Às vezes os filhos pedem que os pais sigam as mesmas regras. Mesmo se o melhor modo se seguir as regras é ter um bom exemplo, isso não permite que seus filhos lhe ditem regras similares às deles. São os filhos a serem educados, não os pais. Isto os ajudará a entender que a autoridade são os pais e não os filhos.
2. As consequências estabelecidas para cada regra, além de serem lógicas e terem uma ligação com a falha, devem ser cumpridas no momento. Não estabeleça consequências que durem meses, ou sejam permanentes, porque a criança com o passar do tempo não saberá por qual motivo foi punida e se sentirá somente ressentida.
3. Em qual momento deve-se iniciar a colocar regras? O quanto antes melhor. Não pense que as crianças não o compreendem porque são pequenas. Podemos iniciar desde o primeiro momento com os horários de sono, de comer e de tomar banho. Isto lhe permitirá não se sentir tão oprimido pelas várias incumbências que implica o fato de tomar conta de uma criança. Começar cedo permite que as crianças ganhem confiança, tenham menos problemas quando chegar o momento de ir para a escola e adaptar-se rapidamente às regras da mesma.
4. É importante que uma vez estabelecida a regra, a mesma não seja repetida a cada momento. Deixe que as crianças se observem e cuidem do próprio comportamento.
5. Até qual idade devem ser exercidas as regras? Até que os filhos vivam sob o seu teto e dependam de certa forma de você, devem existir regras que favoreçam uma convivência sã e respeitosa. Quando forem independentes e autossuficientes estabelecerão asregras da própria casa.
6. É importante que, antes de colocar limites, estabeleçam-se bem as regras para que as crianças saibam quais delas quebraram.
7. É importante que os adolescentes participem na definição das regras e limites.
8. O maior esforço que é necessário cumprir é aquele de ser constante e coerente com as regras. Se você mesmo as quebra perderá credibilidade diante dos seus filhos.
9. Quando seus filhos recebem visitas em casa, devem explicar aos amigos quais são as regras para não serem mal entendidos. Se você não permite que seus filhos brinquem no sofá, serão eles que dirão aos amigos que na casa deles é proibido. Por exemplo: se você não permite que seus filhos adolescentes bebam álcool em casa, é preciso se assegurar que os amigos deles saibam que a festa em sua casa não prevê álcool. Isto permitirá que seus filhos convidem os amigos tranquilamente evitando péssimas experiências.
10. Quando você visita alguém, lembre seus filhos as regras fora de casa, mas se os avós são permissíveis e tolerantes, coisa que talvez você não suporte, considere que eles não são responsáveis pela educação; você pode até permitir alguns mimos da avó, mas retome as regras quando voltar para casa. Por exemplo, se você não permite que seus filhos comam na frente da televisão, mas os avós oferecem pipoca, lembre-os de que será somente desta vez porque os avós deixaram.
Todas estas recomendações facilitarão o exercício de autoridade, vista como um serviço que os pais oferecem aos filhos.
1. Lembre-se que os limites e as regras são para os filhos e não para os pais. Às vezes os filhos pedem que os pais sigam as mesmas regras. Mesmo se o melhor modo se seguir as regras é ter um bom exemplo, isso não permite que seus filhos lhe ditem regras similares às deles. São os filhos a serem educados, não os pais. Isto os ajudará a entender que a autoridade são os pais e não os filhos.
2. As consequências estabelecidas para cada regra, além de serem lógicas e terem uma ligação com a falha, devem ser cumpridas no momento. Não estabeleça consequências que durem meses, ou sejam permanentes, porque a criança com o passar do tempo não saberá por qual motivo foi punida e se sentirá somente ressentida.
3. Em qual momento deve-se iniciar a colocar regras? O quanto antes melhor. Não pense que as crianças não o compreendem porque são pequenas. Podemos iniciar desde o primeiro momento com os horários de sono, de comer e de tomar banho. Isto lhe permitirá não se sentir tão oprimido pelas várias incumbências que implica o fato de tomar conta de uma criança. Começar cedo permite que as crianças ganhem confiança, tenham menos problemas quando chegar o momento de ir para a escola e adaptar-se rapidamente às regras da mesma.
4. É importante que uma vez estabelecida a regra, a mesma não seja repetida a cada momento. Deixe que as crianças se observem e cuidem do próprio comportamento.
5. Até qual idade devem ser exercidas as regras? Até que os filhos vivam sob o seu teto e dependam de certa forma de você, devem existir regras que favoreçam uma convivência sã e respeitosa. Quando forem independentes e autossuficientes estabelecerão asregras da própria casa.
6. É importante que, antes de colocar limites, estabeleçam-se bem as regras para que as crianças saibam quais delas quebraram.
7. É importante que os adolescentes participem na definição das regras e limites.
8. O maior esforço que é necessário cumprir é aquele de ser constante e coerente com as regras. Se você mesmo as quebra perderá credibilidade diante dos seus filhos.
9. Quando seus filhos recebem visitas em casa, devem explicar aos amigos quais são as regras para não serem mal entendidos. Se você não permite que seus filhos brinquem no sofá, serão eles que dirão aos amigos que na casa deles é proibido. Por exemplo: se você não permite que seus filhos adolescentes bebam álcool em casa, é preciso se assegurar que os amigos deles saibam que a festa em sua casa não prevê álcool. Isto permitirá que seus filhos convidem os amigos tranquilamente evitando péssimas experiências.
10. Quando você visita alguém, lembre seus filhos as regras fora de casa, mas se os avós são permissíveis e tolerantes, coisa que talvez você não suporte, considere que eles não são responsáveis pela educação; você pode até permitir alguns mimos da avó, mas retome as regras quando voltar para casa. Por exemplo, se você não permite que seus filhos comam na frente da televisão, mas os avós oferecem pipoca, lembre-os de que será somente desta vez porque os avós deixaram.
Todas estas recomendações facilitarão o exercício de autoridade, vista como um serviço que os pais oferecem aos filhos.
Fonte: aqui
domingo, 27 de julho de 2014
O NOSSO DESCANSO ÉS TU
Neste tempo de férias,
pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar
e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.
Neste tempo de contrastes,
pensamos naqueles que estão a trabalhar
e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,
nem pão, nem casa.
Tu, Senhor, queres o nosso descanso.
Tu, Senhor, és o nosso descanso.
Como há dois mil anos,
Tu convida-nos a descansar,
a descansar conTigo,
a descansar em Ti.
Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.
Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.
Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,
com o Teu amor, com a Tua infinita paz.
Fica connosco, Senhor,
como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.
Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade
mesmo que tudo ameace ruína.
Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,
a amar e a sermos amados,
a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.
Fica connosco, Senhor.
Sê Tu mesmo o nosso confidente,
a nossa praia e o nosso passeio dominical,
o nosso travesseiro e o nosso sonhar.
Sê Tu mesmo, hoje e sempre,
o nosso amanhecer e o nosso acordar.
Queremos viver em Ti.
Queremos amar em Ti,
sorrir para Ti, chorar conTigo.
Queremos ir sempre ao Teu encontro,
toda a vida, hora a hora,
até que, um dia, Tu nos chames
e nos convides a repousar definitivamente
e a permanecer em Ti para sempre,
JESUS!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Ficar com a pulga na orelha...
O preconceito
Há um ditado popular que reza assim: "Nós só somos bons enquanto os nossos vizinhos quiserem."
O ditado popular não se refere à bondade ou maldade de coração, nem à reta ou desordenada consciência. Frisa apenas a opinião que os outros poderão ter de cada um de nós.
E como o preconceito ou uma ideia falsa, mil vezes repetidos, formam a opinião geral, pode muito bem acontecer que uma pessoa boa seja mediocrizada, um medíocre seja divinizado, um pérfido seja entronizado como referência.
Não é só nos mídia que existem os "fazedores de opinião". Nas relações sociais normais eles existem e, porventura, com mais força. E todos conhecemos pessoas que têm especial jeito para desempenhar tal papel, queimando quem lhes desagrada ou não lhes interessa e promovendo os da sua simpatia ou quem lhes faz o jogo.
Há uns anos, participava numa refeição onde estava presente um presidente de Câmara de uma autarquia do sul do país. A certa altura, falava-se da gestão do pessoal, das relações pessoais, das tricas e licas que acontecem quando muita gente trabalha junta.
Referia o autarca que, quando um funcionário lhe vinha dizer mal deste ou daquele seu colega, ficava sempre com "a pulga atrás da orelha". É que, dizia, normalmente havia interesses pouco claros. Inimizades, vinganças, invejas, desejo de subir na carreira derrubando quem obstaculizava, favorecimentos, mau íntimo, etc, formavam a panóplia de motivos que levavam o referido funcionário a destilar veneno contra o seu colega ou colegas.
O autarca em causa dizia ainda ter muito pouca paciência para aturar situações do género que sempre desvalorizava e rapidamente terminava, afirmando que o líder deve estar acima sem se deixar enveredar por intrigas. E convicto, testemunhava: "Jamais permito que numa reunião alguém diga mal de um colega seu ausente!"
No fim da conversa, veio aquele vibrar de alma que apreciei demais: "Se porventura dou por mim a pensar mal de um funcionário só porque um colega dele falou mal dele, não descanso enquanto não tenho uma conversa com a pessoa atingida. E olhem que, normalmente, descubro que havia veneno por trás..."
São líderes assim que são verdadeiramente líderes e não fantoches.
O ditado popular não se refere à bondade ou maldade de coração, nem à reta ou desordenada consciência. Frisa apenas a opinião que os outros poderão ter de cada um de nós.
E como o preconceito ou uma ideia falsa, mil vezes repetidos, formam a opinião geral, pode muito bem acontecer que uma pessoa boa seja mediocrizada, um medíocre seja divinizado, um pérfido seja entronizado como referência.
Não é só nos mídia que existem os "fazedores de opinião". Nas relações sociais normais eles existem e, porventura, com mais força. E todos conhecemos pessoas que têm especial jeito para desempenhar tal papel, queimando quem lhes desagrada ou não lhes interessa e promovendo os da sua simpatia ou quem lhes faz o jogo.
Há uns anos, participava numa refeição onde estava presente um presidente de Câmara de uma autarquia do sul do país. A certa altura, falava-se da gestão do pessoal, das relações pessoais, das tricas e licas que acontecem quando muita gente trabalha junta.
Referia o autarca que, quando um funcionário lhe vinha dizer mal deste ou daquele seu colega, ficava sempre com "a pulga atrás da orelha". É que, dizia, normalmente havia interesses pouco claros. Inimizades, vinganças, invejas, desejo de subir na carreira derrubando quem obstaculizava, favorecimentos, mau íntimo, etc, formavam a panóplia de motivos que levavam o referido funcionário a destilar veneno contra o seu colega ou colegas.
O autarca em causa dizia ainda ter muito pouca paciência para aturar situações do género que sempre desvalorizava e rapidamente terminava, afirmando que o líder deve estar acima sem se deixar enveredar por intrigas. E convicto, testemunhava: "Jamais permito que numa reunião alguém diga mal de um colega seu ausente!"
No fim da conversa, veio aquele vibrar de alma que apreciei demais: "Se porventura dou por mim a pensar mal de um funcionário só porque um colega dele falou mal dele, não descanso enquanto não tenho uma conversa com a pessoa atingida. E olhem que, normalmente, descubro que havia veneno por trás..."
São líderes assim que são verdadeiramente líderes e não fantoches.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Como?!
Como é possível conspurcar a beleza, manchar a inocência, abismar o futuro!?
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
(Augusto Gil)

59 crianças palestinas foram mortas por ataques a Gaza; 38 tinham 12 anos ou menos (aqui)
Pelo menos cinco crianças morrem de fome a cada minuto (aqui)
Criança deixada à fome come insetos (aqui)
Malaysia Airlines divulga lista de mortos em avião derrubado na Ucrânia. De acordo com as Nações Unidas, 80 dos mortos eram crianças (aqui)
Padrasto violador apanha nove anos (aqui)
Detido por posse e partilha de pornografia infantil (aqui)
Abusou do filho menor de quem tinha a tutela (aqui)
250 milhões de crianças no mundo não sabem ler (aqui)
Encontrei-me na rua com duas mães que traziam consigo as suas criancinhas de colo. Como todas as crianças, também estas eram lindas. Irradiavam simpatia e graça, fazendo vibrar cá dentro tudo o que de bom e de belo pode o coração humano.
E pensei nos últimos acontecimentos que a comunicação social nos apresenta. Tanta maldade, tanta perversidade contra as crianças!!
Como é possível conspurcar a beleza, manchar a inocência, abismar o futuro!?
Uma criança é uma PESSOA! Frágil, que precisa dos outros para crescer equilibradamente, saudavelmente.
Amor, educação, pão e saúde elas precisam. É dever da sociedade fazê-lo com paixão.
Mas fazer mal às crianças... Só um coração empedernido , estouvado, descarnado, pérfido.
Uma criança é sempre a garantia de que Deus ama o mundo.
sábado, 12 de julho de 2014
Uma coincidência
Frargentina contra Bentalemanha
A Renascença compilou imagens sobre a final do mundial e os dois Papas (prefiro insistir dois bispos de Roma; um é emérito). Ver aqui.
Mas não está lá esta.
Mas não está lá esta.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Para reflexão final
A maior dificuldade pastoral

"Por vezes julgamos que uma das maiores dificuldades pastorais é podermos contar com o número suficiente de pessoas para respondermos aos diversos serviços, próprios de uma Comunidade Cristã.
Todavia, essa não é a maior dificuldade - por mais difícil que ela seja! A maior dificuldade pastoral é a capacidade de ajudar as pessoas a harmonizarem temperamentos; modos de entenderem a realidade e de a assumirem; e a serem capazes de construir, com sinceridade, projectos verdadeiramente comuns!
Para tanto, algumas atitudes são absolutamente necessárias: em primeiro lugar a aceitação da legítima diferença (cada um é singular no seu ser e no seu agir! E é legítimo que assim seja!); depois, a capacidade de ser frontal, na caridade, não permitindo que os problemas se arrastem indefinidamente (viver a sábia e genuína correcção fraterna!); esta segunda atitude pressupõe uma condição essencial - o verdadeiro diálogo (que não é arrazoado de imprecações, mas capacidade de verdadeira harmonização da diversidade, numa recta capacidade de pôr em comum perspectivas diversas de uma mesma realidade!); por fim, essa capacidade - tão cristã (e, por vezes, tão ausente!) - do perdão!
Muitas outras atitudes, possivelmente, serão necessárias para um sério entendimento!... Mas se conseguirmos, todos nós, cristãos, cultivar estas que acabo de considerar, as nossas paróquias tornar-se-ão verdadeiras Comunidades Cristãs! E conseguirão viver, minimamente, aquilo que São Paulo tão bem nos ensinou - que a caridade é o vínculo da perfeição! (cf. Cl. 3, 14).
Para isso, talvez tenhamos de regressar à simplicidade e humildade de crianças, como o Mestre afirmou: «Se não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus» (Mt. 18, 3).
OBS. Se lermos Cl. 3, 12 - 15, aí encontraremos algumas atitudes necessárias, capazes de nos conduzir à perfeição referida pelo Apóstolo!"
Pe. Carlos Godinho, Luso
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Isso já sabia eu!...
Em Portugal "tudo está ordenado para não se ter filhos"
Líder do grupo de trabalho para a natalidade afirma, em entrevista à Renascença que "existe o despedimento quase imediato das mulheres que estão em situação mais precária, em termos contratuais, assim que se torna evidente que estão grávidas."
Joaquim Azevedo diz que em Portugal "vivemos obcecados com o não ter filhos" e esses são também os sinais que a sociedade dá para os cidadãos. "Tudo está ordenado - até o apoio que existe ao aborto - para não ter filhos", afirma o líder do grupo de trabalho para a natalidade.
Em entrevista ao programa Terça à Noite da Renascença, o professor catedrático encarregado pelo primeiro-ministro para traçar um plano para o crescimento demográfico diz que os sinais de decadência na sociedade portuguesa estão à vista com os últimos dados conhecidos.
Para Joaquim Azevedo, o índice de fecundidade de 2013 diz-nos que "o país, continuando assim, até do ponto de vista do Estado social, é inviável a 30 anos ou menos".
Nesta entrevista, Joaquim Azevedo reitera que são muitas as queixas que lhe chegam de mulheres que são forçadas a assinar compromissos com os empregadores, garantindo que não vão engravidar, e diz que este é um facto que muita gente conhece.
O homem que o primeiro-ministro escolheu para fazer propostas para o incremento da natalidade diz que as queixas que lhe chegam não ficam por aqui e denuncia: "existe o despedimento quase imediato das mulheres que estão em situação mais precária em termos contratuais assim que se torna evidente que estão grávidas."
Em entrevista ao programa Terça à Noite da Renascença, o professor catedrático encarregado pelo primeiro-ministro para traçar um plano para o crescimento demográfico diz que os sinais de decadência na sociedade portuguesa estão à vista com os últimos dados conhecidos.
Para Joaquim Azevedo, o índice de fecundidade de 2013 diz-nos que "o país, continuando assim, até do ponto de vista do Estado social, é inviável a 30 anos ou menos".
Nesta entrevista, Joaquim Azevedo reitera que são muitas as queixas que lhe chegam de mulheres que são forçadas a assinar compromissos com os empregadores, garantindo que não vão engravidar, e diz que este é um facto que muita gente conhece.
O homem que o primeiro-ministro escolheu para fazer propostas para o incremento da natalidade diz que as queixas que lhe chegam não ficam por aqui e denuncia: "existe o despedimento quase imediato das mulheres que estão em situação mais precária em termos contratuais assim que se torna evidente que estão grávidas."
Joaquim Azevedo garante que recebe, diariamente, relatos de pessoas "que contam as suas situações e que dizem que não são respeitadas" e insiste: "temos que falar sobre isto, não adianta nada pôr a cabeça na areia".
O líder do grupo de trabalho para a natalidade acusa os políticos, em geral, por nunca se terem preocupado com o evoluir desta questão, que está a "hipotecar o futuro do país".
Adianta que é por isso que em todas as sessões em que participa verifica que há um grande desconhecimento sobre esta questão: "fico escandalizado com o facto de haver uma percentagem muito vasta da população e, geralmente, até de pessoas bastante informadas que não sabem o que se está a passar".
Fonte: aqui
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domingo, 29 de junho de 2014
Solenidade de São Pedro e São Paulo
PEDRO E PAULO, PEDRAS VIVAS DA IGREJA
Desde o Concílio Vaticano II que a Igreja celebra ao mesmo tempo S. Pedro e S. Paulo. Se Pedro foi o evangelizador dos judeus, Paulo levou o Evangelho aos gentios. Os dois são a referência fundamental para a Igreja de Cristo. Jesus chamou Pedro quando ele pescava no mar da Galileia. Pedir-lhe-ia para ser pescador de homens. Paulo foi surpreendido na estrada de Damasco e Jesus pede-lhe para dar testemunho d’Ele em todo o lugar. Viveram em profunda comunhão de fé e de caridade. É certo que nem sempre pensaram da mesma maneira, mas ajudados pela comunidade dos Apóstolos foram sempre capazes de ultrapassar as dificuldades e de ir depois até ao fim, na entrega da sua vida por Cristo.
A liturgia desta festa tem três lições maravilhosas, o desafio feito a Pedro para que, na liberdade, anuncie o Evangelho, o exemplo de Paulo que combateu o bom combate e afirmou a sua fé e, depois, a confissão de Pedro que o leva a receber de Jesus o poder das chaves e a tornar-se o alicerce da Igreja.
Pedro era um pescador de enorme simplicidade. Determinou-se a proclamar em toda a parte a Ressurreição de Jesus. A sua pregação consistia apenas em dar testemunho de Cristo Ressuscitado e com isso movimentava milhares de pessoas em Jerusalém. Herodes ficou inquieto e mandou-o prender. Mas o Anjo do Senhor levou-o até à porta da prisão que se abriu permitindo continuar a anunciar a toda a gente Cristo Ressuscitado. Esta história aparentemente simples é reveladora de que para Deus não há impossíveis. O Evangelho tinha de ser anunciado em Jerusalém e nem a prepotência dos donos do mundo podia impedir a missão de Pedro.
O Evangelho tem uma das cenas mais bonitas na afirmação da fé compromisso. Se todos os discípulos haviam dito que o Povo falava de Jesus como se fosse apenas Elias, João Baptista ou outro profeta, Pedro, movido pelo Espírito, soube afirmar que Jesus era o Filho de Deus. A resposta de Jesus está caracterizada por três afirmações: não foi a tua inteligência, Pedro, que te disse ser eu o Filho de Deus, foi o Pai que to revelou; a partir de agora, Pedro, serás pedra sobre a qual vai ser edificada a Igreja; recebe as chaves do Reino, porque tudo o que tu, Pedro, ligares na terra será ligado no céu. A este texto chama-se a “confissão de Pedro”. É de perguntar se cada cristão também faz de Cristo confissão, aceitando-O incondicionalmente na sua vida, como o Filho de Deus.
Paulo andou por todos os caminhos do mundo. Em viagens sucessivas foi fundando comunidades cristãs, até chegar a Roma. Já prisioneiro e sentindo que está perto o seu fim, Paulo faz a sua confissão: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia” (2 Tim 4, 8). A confissão de fé de Paulo tem a força de quem se prepara para dar a vida por Jesus Cristo. Como cidadão romano, não pôde ser crucificado, mas fiel até à morte, sofreu o martírio dando a vida por Cristo. Todos os Apóstolos difundiram a fé recebida de Jesus Ressuscitado. Pedro e Paulo, porém, foram a referência de uma Igreja que desde o princípio foi una, santa, católica e apostólica.
Monsenhor Vítor Feytor Pinto (in Revista Liturgia Diária, ed. Paulus)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
UMA SEXTA FEIRA MUITO BELA
O Coração é o símbolo da ternura de Cristo por ti, por mim e por todos

Celebra-se, hoje, a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. O Coração, trespassado pela lança do soldado, é o símbolo do amor de Cristo por cada um de nós, é o símbolo da ternura de Cristo por ti, por mim e por todos. Ele ama-nos com amor de pai e mãe -totalidade- como somos, pobres e frágeis. Mas é também o dia de Oração por todos os Sacerdotes. Hoje, mais do que nunca, precisam da nossa oração para serem fieis, zelosos, atentos ao Povo "com cheiro a ovelha" como aconselhou o Papa Francisco. Conto com a vossa oração.
Pároco
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Isto é que vai uma crise!...
a fé das lamparinas
Ainda no mês de Maio, numa das minhas muitas comunidades, ao entrar na Igreja deparei-me com a imagem de Nossa senhora de Fátima num trono bonito rodeado por aquelas lamparinas vermelhas que piscam e piscam até se gastar a pilha. Aquelas lamparinas que costumamos ver nos cemitérios, e que quando as vemos fora deles, não conseguimos afastar a imagem dos cemitérios. Embora as velas de chama e fumo sejam perigosas fora dos horários em que alguém está dentro da igreja e deixem marcas sobretudo nas imagens, a verdade é que não fazem tanto lembrar os mortos. Assim sendo, no final da missa perguntei-lhes o que, porventura lhes faziam lembrar aquelas lamparinas, e foram unânimes em responder que lembravam os cemitérios. Eu concordei e acrescentei que se calhar o melhor era retirá-las de ao pé do trono de Nossa Senhora. Reforço a ideia de que nem sequer usei da força, da persuasão ou dos galões para que retirassem de lá as senhoras lamparinas. Achei que daria melhor a volta à questão fazendo com que fossem eles a retirar as ilações necessárias.
Contaram-me mais tarde que duas senhoras não ficaram nada contentes. Uma delas que costumava ir todos os dias ao terço e à missa quando lá a havia, dissera zangadíssima que os padres só sabiam tirar a fé e que nunca mais tornava ao terço ou à missa. Dito e feito. Não tem aparecido. Eu chamaria a isto a fé das lamparinas ou das velinhas acesas. Mas acho que se calhar devo estar errado. Vale mais termos a nossa fé concentrada numa vela ou numa lamparina, mesmo que lembre os mortos, do que não a ter em lado algum.
domingo, 22 de junho de 2014
SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO - O PÃO VIVO QUE DESCEU DO CÉU
Um dos sofrimentos maiores do mundo contemporâneo é o da fome. Como recentemente dizia o Papa Francisco, há mais de mil milhões de pessoas com falta de alimento, muitas delas mesmo morrendo á fome, enquanto há idêntico número de pessoas com obesidade pelo abuso no comer e no beber. Além disso, quanto desperdício nas refeições que se servem pelo mundo inteiro. Os alimentos que se deitam fora no primeiro mundo eram suficientes para suportar o alimento dos pobres no terceiro mundo. Apesar deste drama da fome, há um drama maior na falta de valores. SEGUINDO OS VALORES DO EVANGELHO, a justiça e a paz, as pessoas eram capazes de repartir o que tinham para que fosse possível alimentar todos os povos do mundo. A fome espiritual só pode ser contrariada com a mudança do coração. E o coração também se renova com o pão descido do céu.
A Festa do Corpo de Deus faz parte da tradição das comunidades em Portugal. Em muitas cidades a procissão do Santíssimo é organizada pelas Câmaras Municipais e é toda a população que se associa à adoração do Santíssimo quando Ele passa em cortejo pelas ruas da terra. Esta tradição revela o sentimento cristão do povo português que tem no Santíssimo Sacramento uma referência profunda. Não é por acaso que em muitos castelos da Idade Média, em Portugal, se vêem os símbolos da Eucaristia. Prestar culto ao Santíssimo Sacramento é a marca da devoção do Povo ao Pão da vida, à Eucaristia que o Senhor instituiu.
Para matar a fome ao Povo hebreu, que caminhava no deserto, o Senhor fez descer o maná. Todos ficaram saciados, mas este pão não os libertou da morte. Todos comeram do maná e morreram. Jesus prometeu um alimento diferente, o seu Corpo e Sangue, o pão vivo descido do céu. Ao prometer a Eucaristia, no seu Corpo que dá a comer, Jesus garante três coisas: que todos os que comungarem, permanecerão unidos a Ele, viverão da sua vida para caminharem na perfeição e não morrerão jamais, com Ele ressuscitarão.
Os cristãos participam em cada domingo na Eucaristia e alimentam-se deste pão descido dos céus. Que consequências tem ele, porém, para as suas vidas? A resposta é dada pelo Vaticano II, no documento sobre Liturgia: a Eucaristia, isto é, a participação no Corpo e no Sangue de Jesus “é sinal de unidade, é vínculo de amor, é sacramento de piedade, é banquete de alegria pascal e memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo” (SC 47). De facto, quem comer deste pão viverá eternamente.
Monsenhor Vítor Feytor Pinto (in Revista Liturgia Diária, ed. Paulus)
sábado, 21 de junho de 2014
ambão
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A palavra latina ambo vem do grego, anabaino (subir), e designava um lugar elevado, a tribuna, com varanda e atril, próxima da nave, donde se proclamava a Palavra ao povo. A evolução para dois ambões e para o púlpito foi posterior.
Em algumas igrejas orientais, sobretudo sírias, este lugar elevado situa-se sobretudo no meio da nave, e chama-se bema. Na actual reforma, potenciou-se de novo a importância da Palavra de Deus e a sua proclamação na assembleia. Por isso, o ambão volta a ser considerado como um dos três pólos simbólicos e de atenção na celebração, junto com o altar e a sede do presidente. «A dignidade da Palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclamação e para o qual, durante a liturgia da Palavra, convirja espontaneamente a atenção dos fiéis. Em princípio, este lugar deve ser um ambão estável e não uma simples estante móvel» (IGMR 309). Todavia, a introdução ao Leccionário especifica mais este respeito e sentido simbólico: «um lugar elevado, fixo, dotado de conveniente disposição e nobreza, que corresponda à dignidade da Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, recorde com clareza aos fiéis que, na Missa, se prepara tanto a mesa da Palavra de Deus como a mesa do Corpo de Cristo» (OLM 32). O Missal especifica que o ambão está «reservado» à proclamação da Palavra, e desaconselha que, a partir dele, se profiram outras palavras. Para as admonições, ensaios e direcção dos cânticos, para os avisos e, se possível, também, para as orações dos fiéis e até para a homilia, seria melhor que se encontrasse outro lugar menos destacado do que para a Palavra. No caso da homilia, o lugar que se recomenda é a sede do presidente, como repete a OLM e surge mais claramente no Cerimonial dos Bispos (n. 51). --> Bema. |
sexta-feira, 20 de junho de 2014
VERGONHAS
Se a ideia pega vai fazer história também entre nós
Já estávamos fartos de ver picos enfiados nas janelas, nos arcos, nas imagens de pedra nos frontais e nos telhados dos monumentos por esse mundo fora. Uma ideia que não choca ninguém, dado que servem para repelir os pombos e mandá-los para outros sítios onde podem lançar os excrementos à vontade sem estragarem o que está edificado para deleite dos nossos olhos.
Porém, a mesma ideia agora surge num recando de rua em Londres onde pernoitava um sem-abrigo. A fotografia suscitou uma onda de contestação geral, o que provocou outras denúncias do mesmo género em outras cidades. Toca a colocar estes picos em metal para que esses seres estranhos que moram na rua não se deitem neste espaço. Uma ideia horrível que se for tomada a sério por muito boa gente que nos desgoverna achará um método genial para enxotar os maltrapilhos que eles lançaram na rua da amargura. Muitos estão desejando de fazer isto em todos os recantos das nossas ruas, para que sejam afastados da responsabilidade colectiva todos os filhos das varas verdes caídos no meio da rua.
É mais fácil fazer como se faz aos pombos, afastá-los para longe. Mas poderia ser melhor para a sociedade inteira atacar as razões que levam a que existam pessoas deitadas no olho da rua. O problema não se resolve com picos no chão, temos que atacar as verdadeiras razões que conduzem ao problema. Isso sim, seria o dever das autoridades, principalmente. Mas, ao invés disso consideram os sem-abrigo uma praga idêntica à praga dos pombos. Ó mundo cruel e triste sem consciência do teu valor e das pessoas que de povoam, que devem ser amadas e respeitadas com dignidade.
A humanidade não aprende que não serve de nada repelir de um lado para o outro os problemas e que mesmo que esteja escondido dos olhos um problema como este, não quer dizer que tenha deixado de existir. Será preciso pensar e atacar a fonte que permite fazer brotar tanta gente que deambula pela rua. No entanto, salvaguarde-se, que a existirem, que sejam respeitados e tolerados como pessoas. E quem se atreva a repudiar de forma discriminatória os sem-abrigo seja punido e que se lhe arranje um abrigo para ver o sol aos quadradinhos.
Do blogue Banquete da Palavra
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Disse-se nos 500 anos da diocese do Funchal. Nos Açores não seria a mesma coisa ou pior?!
(...)
Pecados e Tentações ridículas
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| Ridículo e anacrónico à margem do desprendimento do papa Francisco |
4. Mas, vamos agora a alguns pecados que acusam, como não podia deixar de ser, as comemorações dos 500 anos da Diocese do Funchal. É assim a vida. Tudo tem prós e contras. Tudo tem virtudes e pecados. Temos de ser honestos e com serenidade saber olhar as coisas dessa forma.
No capítulo quarto de Mateus, Jesus desmascara as tentações satânicas de uma religião utilizada para proveito pessoal, uma religião onde se procura honras e poder entre os homens, sobretudo entre os poderosos deste mundo. Por isso, guardo com muito carinho uma frase de Santo Afonso de Ligório: «É uma grande injustiça impor às consciências normas e leis se não pudermos provar claramente que elas são queridas por Deus». Com base em São Mateus e na advertência de Santo Afonso de Ligório, podemos aplicar a mesma sabedoria aos eventos religiosos. Nada deve ser realizado se logo não soubermos que é querido por Deus, porque pode redundar em pura propaganda e isso não faz bem à evangelização nem muito menos se torna benéfico para Igreja nem muito menos para o mundo.
Está a fazer-nos impressão que há uma certa debandada da Igreja e pouco ou nada nos damos conta disso, que parece ter abrandado com o apreço geral à volta do Papa Francisco, embora isso não signifique nada que a simpatia pelo Papa se tradução em apreço pelos bispos e pelos padres em geral.
O sumo espiritual que resta em muitas expressões medievais que teimamos em manter hoje, reduz-se a uma religiosidade superficial e piegas, a intelectualidade é de uma pobreza atroz e a consciência do diálogo com a cultura e o mundo de hoje é zero. Daí que a mobilização das pessoas falha redondamente, ao lado de um arraial, de uma praia, mesmo que seja de calhau abundante como são as nossas, atraem mais do que uma celebração religiosa. É disto que se trata e é nisto que deve estar centrado o debate, a reflexão entre nós.
Sei apenas que Léon Bloy proferiu isto diante da pobreza do clero: «Como não amam ninguém, creem eles que amam a Deus». E mais ainda, «ninguém se aproxima de Deus afastando-se dos homens... E ninguém se dá reservando-se para Deus. Por que motivo nos teria Ele então oferecido o amor?» Assim sendo, como não pensar que é necessário arrepiarmos caminho e tomarmos a sério um «acto de contrição» que nos purifique a alma e nos relance no caminho da Evangelização com métodos novos para os tempos que são sempre novos. O Papa Francisco no seu texto Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho) apontou várias possibilidades e dá imensas sugestões.
Verba volant
5. Nos vários eventos a palavra mudança esteve sempre presente. Mas que mudança? Qual mudança? – Se por todo o lado as coisas tendem a regredir e os padres, especialmente, os mais novos apresentam-se ornamentados com vestes caríssimas caindo num ridículo confrangedor, porque anacrónico e exagerado… Mas quanto ao pensamento e doutrina o que se vai passando fica muito aquém da doutrina e linguagem do Papa Francisco, para não ir mais longe... Mas, afinal, que mudança? Com quem? Quando? – Só e apenas com padres novos que saem do seminário com uma visão retrógrada, efeminados e sem a devida formação filosófica e teológica adequada que compreenda todos os campos do saber? – Não tenho visto nada além disto que me faça comungar desta mudança.
Aí está o resultado, baixou-se a fasquia quanto à recepção nos seminários, tudo e todos os que apareçam servem para serem padres, por isso, não se admirem dos problemas que advêm a partir desta ausência de critérios. A quantos jovenzinhos se vai ouvido agora a dizerem que até gostavam de serem padres, mas para o seminário não querem ir. Nem mais, cria a fama e deita à sombra. Foi precisamente o aconteceu. E há um descrédito enorme quanto aos seminários.
6. Outras palavras que não faltaram foram comunhão e unidade. São palavras bonitas e importantes para a Igreja Católica, mas como podemos construir este bem se logo à partida o clero está todo dividido. Outros, há que são padres de primeira e outros de segunda. Outros há vaidosos que correm para os primeiros lugares e que se altivam porque a alfaia é mais colorida ou mais vistosa. Santa pobreza espiritual e de carácter. Tudo se reduz a uma hierarquia fechada que faz acepção de padres, que combina os acontecimentos apenas com alguns e os outros devem limitar-se a fazer número e a mobilizar ovelhas para preencher os espaços. Com esta comunhão e unidade estamos bem serviços e não vamos longe. Quanto à pessoas em geral nem se fala. É povo que deve rezar, bater palmas e dar ofertas.
(...)
Do blogue Banquete da Palavra
quarta-feira, 18 de junho de 2014
OS SANTOS POPULARES
1. Na história da Igreja, houve sempre muitos cristãos que foram reconhecidos como pessoas extraordinárias na maneira como seguiram Jesus Cristo e configuraram as suas vidas com os valores do Evangelho. É a estes que se chamam santos. Pela canonização, a Igreja tornou-os referência para quantos quiserem seguir o mesmo caminho da fidelidade ao Evangelho. Ao ler-se os Actos dos Apóstolos, encontra-se uma atitude de grande significado. No dia do Pentecostes, os judeus reunidos para ouvir Pedro, e perante a certeza da Ressurreição de Jesus, perguntaram o que era preciso fazer. E Pedro, entre outras coisas, disse-lhes ser necessário, para tornar-se cristão, reconhecer o testemunho de quantos nos precedem na fé (Act.2-32). Ao longo dos séculos, há muitos que nos precederam na fé. É por isso que os lembramos e aceitamos imitar as suas virtudes. São os santos.
. Os santos onomásticos são os que têm o nosso nome e, conhecendo-os, nos propõem valores que é possível enquadrar na nossa vida. Todos gostamos de saber quem é o santo do nosso nome e o que significa a sua vida de compromisso cristão.
. Os santos padroeiros são os protectores das cidades, das nações, dos continentes: a Rainha Santa Isabel padroeira de Coimbra; Santo António padroeiro de Lisboa; São Bento padroeiro da Europa.
. Os santos patronos das profissões apoiam os homens nas suas actividades: São José dos carpinteiros, Santa Apolónia dos dentistas, Santa Zita das empregadas domésticas, São João de Deus de professores de saúde, São Cristóvão dos automobilistas.
. Os santos das causas mais difíceis estão sempre presentes nos tempos de crise: Santa Bárbara protectora nas trovoadas, São Judas Tadeu nas crises económicas, Santa Rita de Cássia nas causas perdidas, São Tomás de Vilanova para recuperar coisas deixadas deixadas em qualquer lugar.
. Os santos de grande devoção a quem se associa a vida: São Francisco de Assis, Santa Clara, Santa Teresinha do Menino Jesus, o Santo Cura d’Ars, Santo Padre Pio e, agora, São João XXIII e São João Paulo II.
Todos estes santos constituem uma referência, pelo testemunho da fé e da caridade que nos deixaram através da sua vida. Por isso, consagra-se às vezes todo um povo a um santo que marcou a vida dessa comunidade. Em Portugal, temos o caso de Nossa Senhora da Conceição, que foi coroada Rainha de Portugal por D. João IV. Desde essa consagração em 1646, nunca mais os reis de Portugal usaram a coroa. A Rainha passou a ser Nossa Senhora da Conceição, com o trono em Vila Viçosa.
2. Em Portugal, vulgarizaram-se também as festas dos Santos Populares. Foi a festa de Santo António, em Lisboa, a festa de São João (Baptista) no Porto e em Braga e as festas de São Pedro em várias outras cidades. Perguntar-se-á como nasceram estas festas, agora marcadas por muitas feiras e arraiais, não faltando até as marchas populares que dão enorme colorido às cidades. As festas joaninas ou festas dos Santos Populares são celebrações católicas que acontecem em muitos países da Europa. Estão historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de Verão (no hemisfério norte) e do Inverno (no hemisfério sul), que é celebrada em 24 de Junho segundo o calendário Juliano (pré-Gregoriano). Tal festa tem origem na Idade Média e foi chamada (joanina) por coincidir com o dia de São João Baptista. Celebram-se, na tradição portuguesa, dois outros santos, Santo António a 13 de Junho e São Pedro a 29 de Junho. Em Portugal são as festas dos Santos Populares que dão início às festas de Verão, que se celebram por todo o País. É de notar que, na tradição dos povos, havia nações vizinhas. Com umas havia tensões violentas e até se entrava em guerra. Com outras havia amizade e, por isso, celebravam-se casamentos e organizavam-se feiras e romarias. Em Portugal, havia tensão com os reinos de Espanha e amizade com os territórios do norte e do sul do País. Os Santos Populares foram um pretexto para criar relações de amizade entre as populações. A festa dos santos passou a não ser apenas religiosa e multiplicaram-se as romarias, as feiras e as marchas populares. Mas quem são estes santos?
. São João Baptista foi o precursor de Jesus Cristo e, com ele, vêm boas notícias para os povos. Anuncia Jesus que tira os pecados do mundo, que traz a Boa Nova aos pobres, que liberta os oprimidos e conforta os que sofrem.
. Santo António foi um jovem muito conhecido nos bairros de Lisboa e que decidiu entrar para o Mosteiro de São Vicente de Fora, diz-se, para fugir à “perseguição” das raparigas. Dedicou-se exclusivamente a anunciar Jesus. Tornou-se um santo casamenteiro, na tradição lisboeta.
. São Pedro representa a afirmação do amor à Igreja, da qual, na Idade Média, tudo dependia. É um sinal de fidelidade à Santa Igreja.
À primeira vista, parece que se vem perdendo a dimensão espiritual dos Santos Populares, mas não é bem assim. Recorde-se “o pão de Santo António” que, na Igreja de Santo António, em Lisboa, tem uma extraordinária dimensão de solidariedade. Repare-se também nos casamentos de Santo António, em que tantos casais de poucos recursos têm oportunidade de celebrar com alegria o sacramento do matrimónio na Sé de Lisboa. Os pequenos arraiais são precedidos quase sempre de grandes celebrações eucarísticas, com procissões de rara beleza. Os Santos Populares são também símbolos da tradição religiosa do povo português.
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